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CARTILHA DE SEGURANÇA DOS FUNCIONARIOS PARA COM OS PACIENTES

 

 

O que é Assistência Domiciliar?

A Assistência Domiciliar pode ser compreendida como a prestação continuada de serviços de saúde no ambiente domiciliar do paciente. A desospitalização é uma tendência mundial e é oferecida aos pacientes alinhando recursos humanos, através de uma equipe multidisciplinar (médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, entre outros), juntamente a recursos tecnológicos, como equipamentos médicos que auxiliem na saúde e bem estar do paciente.

Entre os diversos benefícios, podemos citar: uma assistência individualizada, redução de risco de infecções inerentes ao ambiente hospitalar, redução de custos financeiros referentes aos serviços ofertados e, principalmente, o envolvimento da família no cuidado do paciente, tornando todo o processo mais humanizado.

E como a Amplamed participa disso?

A Amplamed é uma empresa no segmento da saúde, que atua na prestação de serviços através de soluções, suprimentos e equipamentos médico hospitalares, tendo atualmente como maior demanda a prestação de serviços na área dos equipamentos médico hospitalares.

Visto que os nossos serviços são prestados, majoritariamente, no ambiente domiciliar do paciente, é necessário que estejamos alinhados no que se refere a compreensão de quem somos e para quem nosso atendimento é direcionado.

Dessa forma, é imprescindível que estejamos atualizados referente aos debates que permeiam a área da saúde, para que assim possamos executar um serviço com qualidade e em consonância com o que há de melhor no segmento em que atuamos.

O que é segurança do paciente?

A Segurança do Paciente é o rol de ações promovidas pelas instituições de saúde para prevenção e redução a um mínimo aceitável do risco de danos relacionados aos cuidados de saúde.

O principal objetivo do debate de segurança a saúde é evitar o acontecimento do “evento adverso”, que pode ser considerado como um dano causado pelo cuidado a saúde e não pela doença que levou o paciente a aquela situação.

Isso significa dizer, que segundo dados de pesquisas na área, o índice de incidentes que ocorrem decorrente do cuidado ao paciente representam - ainda - um número alarmante.

O que eu preciso saber sobre o debate de segurança do paciente? 

Em relação a esse debate, o que há de mais importante para compreendermos é que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu seis (6) metas internacionais referente a segurança do paciente. O objetivo dessas metas é promover melhorias específicas na segurança do paciente através de estratégias que abordam questões problemáticas na assistência à saúde, por meio dessas metas são propostas soluções para sanar esses problemas, baseados em evidências de pesquisa. Vamos conferir as metas a seguir: 

  1. Identificação correta do paciente: Esse deve ser um dos primeiros cuidados para a prestação de uma assistência segura, sendo uma ação necessária para um ponto de partida correto, é dessa forma que a execução do serviço será precisa. Esse processo deve ser capaz de identificar corretamente o indivíduo, sendo este a pessoa exata a quem se destina o serviço que será prestado. 
  2. Comunicação efetiva: A segurança do paciente que será atendido depende totalmente de uma comunicação correta entre os colaboradores que o assistem. É importante que a comunicação ocorra de forma clara e compreensível e que o comunicador tenha certeza de que o receptor da informação entendeu o que foi dito ou escrito.  
  3. Melhorar a segurança dos medicamentos: As práticas para melhorar a segurança de medicamentos envolvem a padronização de procedimentos para a garantia de segurança do armazenamento, movimento e utilização de medicamentos de alto risco, principalmente os que possuem nomes, grafia e aparência semelhantes, assim é possível prevenir a ocorrência de uma administração imprudente. 
  4. Cirurgia segura: O conceito de cirurgia segura envolve medidas adotadas para a redução do risco de eventos adversos que podem acontecer, antes, durante e depois das cirurgias, eventos esses que quando acontecem resultam em prováveis danos para o paciente. 
  5. Reduzir o risco de infecção associado ao cuidado: A infecção relacionada à assistência à saúde, denominada de (IRAS), pode ser compreendida como uma infecção que é adquirida em função dos procedimentos que são necessários na assistência e no tratamento de pacientes em hospitais, ambulatórios, centros diagnósticos ou em assistência domiciliar. É importante salientar que mesmo que se adotem todas as medidas necessárias para a prevenção desse tipo de infecção, certos grupos apresentam maior risco de desenvolve-la, sendo eles: paciente com idade extrema, diabetes, câncer, em tratamentos invasivos ou com doenças imunossupressoras, com lesões extensas de pele, submetidos a cirurgias complexas, transplantados, obesos ou fumantes. 
  6. Reduzir o risco de danos aos pacientes resultante de quedas: As organizações de saúde adotam diversas medidas referentes a prevenção de queda, sendo um deles o protocolo de prevenção de quedas do Centro Hospitalar Albert Sabin (CHAS), que inclui a identificação de pacientes com risco de queda – em função das condições clínicas, dos medicamentos prescritos e dos tratamentos – e a adoção de medidas preventivas, conforme esse risco. Essa medida é importante e necessária para diminuir o risco das quedas relacionadas a fatores diversos, sendo esses fatores oriundos da condição clinica do paciente ou oriundo de fatores externos (como equipamentos utilizados de forma incorreta, chão escorregadio, entre outros.) 

Como participamos dessas metas? Qual é a nossa responsabilidade?

Em relação as metas internacionais, nós da Amplamed estamos diretamente relacionados com as que se referem a comunicação, prevenção de quedas e prevenção de infecções. Sendo assim, segue as orientações necessárias: 

  • Sobre cama, cadeira de rodas e cadeira higiênica: orientem os familiares e profissionais que estão na residência a manterem sempre os equipamentos travados e solicitarem manutenção assim que perceberem alguma falha no equipamento. 
  • Sobre os aparelhos respiratórios: o Ventilador mecânico, Cpap, Bipap e Cough assist, são aparelhos que só podem ser operados, estritamente, por profissionais que possuem capacidade técnica para isso. 

Sobre os cilindros de oxigênio: Após a instalação, verifiquem se está tudo correto com o regulador e o fluxometro do equipamento. 

Orientem os familiares a não passarem nenhuma substância no cilindro, independente de qual seja a finalidade.

Orientem os familiares e profissionais a manterem os cilindros em posição estratégica, facilitando o acesso dos técnicos em situações de intercorrência. 

Por questões de segurança, o cilindro deve permanecer sempre na base reguladora. 

Sobre as bombas de infusão: Orientem os familiares e profissionais a manterem o equipamento sempre higienizado externamente, é importante para evitar infecções. 

Sobre os materiais descartáveis: Os produtos de uso descartável devem ser entregues sempre lacrados e com o aspecto visual íntegro. 

Qual é o nosso papel como colaboradores na prestação de serviços na área de assistência domiciliar?  

  • Participe ativamente dos processos estabelecidos dentro da empresa, principalmente nos que diz respeito ao seu setor. 
  • Lembre-se: você é peça fundamental da prestação do nosso serviço. Preste atenção em tudo que está fazendo e relembre sempre que prestamos assistência a pacientes que estão em alguma medida em uma situação que demanda um cuidado especial. 
  • Todos os colaboradores devem estar atentos no que se refere a comunicação: se comunique de forma clara, verifique se o nome do paciente está correto. Qual é a empresa em que o mesmo é assistido? sobre o que exatamente é a solicitação? Existe alguma observação específica sobre aquele paciente? 
  • Todos os colaboradores podem e devem possuir informações, ainda que básicas, referente aos equipamentos que trabalhamos. Não é demais recapitular que esses equipamentos são de extrema importância para o cuidado da saúde do paciente. 
  • Pergunta e esclareça dúvidas, seja sobre os processos ou qualquer outro fator relacionado a prestação do serviço. Não existe pergunta inútil, inútil é não perguntar. 
  • Sejam cordiais com os familiares e funcionários que estão participando do cuidado ao paciente. Você também faz parte desse serviço. 

O que podemos concluir? 

Fato que é de extrema necessidade alinharmos o tipo de serviço que prestamos as medidas preventivas recomendadas referente a segurança do paciente. Cada vez mais a área da saúde exige de todos os profissionais envolvidos no cuidado a saúde a compreensão da importância desse debate e os prejuízos que os eventos adversos podem ocasionar na recuperação do paciente.

É a partir dessa compreensão que podemos garantir uma prestação de serviço com qualidade, tendo a segurança do paciente como fator fundamental. Quando implementamos medidas preventivas relacionadas a segurança do paciente, estamos alinhando ao serviço que prestamos uma noção de ética e cuidado necessária para a humanização da saúde.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS:

Documento referencia do programa nacional de segurança do paciente. Ano 2014. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/documento_referencia_programa_nac ional_seguranca.pdf. [Acessado em 08/05/2021]

Caderno de Atenção domiciliar. Ano 2012. Disponível em: http://189.28.128.100/dab/docs/publicacoes/geral/cad_vol1.pdf. [Acessado em 11/05/2021]

Gabriela Galvão, Especialista em Gestão de Assistência Médica Domiciliar.

 

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